01. Faça uma
breve apresentação a seu respeito. Onde
e quando nasceu? Onde e quando iniciou
no futebol de mesa? Como aconteceu seu
início na modalidade de três toques?
Qual a maior satisfação que o futebol de
mesa lhe proporcionou?
R:
Nasci no Rio, em 1947, e desde 1968 moro
em Belo Horizonte. Minha primeira
lembrança jogando botão é de quando
tinha por volta de 5 anos, no chão da
casa dos meus avôs paternos, no Bairro
de Olaria. Os botões eram da Estrela
(com as carinhas dos jogadores), de
casca de coco (que davam muito trabalho
para ser lixados) e, mais tarde, de
galalite, que eu comprava numa fábrica
do Bairro do Engenho Novo (onde hoje foi
construído o Estádio Engenhão). Dava uma
mão-de-obra danada, tinha de pegar dois
ônibus e o dinheiro era curto. Quando
tinha 7 anos, minha família mudou-se
para Nanuque, Nordeste de Minas. Lá, a
paixão por jogar botão aumentou,
principalmente nas férias. Na copa da
minha casa tinha uma grande mesa para as
refeições, onde promovíamos os
campeonatos, sempre muito animados. A
turma chegava pela manhã, esperava o fim
do café da manhã e nós mesmos ajudávamos
a tirar os pratos, copos e talheres para
começar os jogos, que iam até a hora do
almoço. Depois, à tarde, tudo
recomeçava. A regra era a do leva-leva
(a única que conhecíamos), com bola
achatada. Os botões eram de galalite,
coco ou lente de relógio. Dois dos meus
ex-parceiros, Humberto e Luiz Souhami,
são hoje grandes cientistas. O primeiro
mora em Vitória e, já na época,
inventava de tudo, inclusive fazia os
melhores botões. O segundo vive hoje no
Canadá, e é um dos maiores oncologistas
do mundo. Voltei para o Rio para fazer o
admissão. Ficava na casa da minha avó
paterna, Ana, no Bairro do Leblon, onde
havia uma grande turma jogando botão.
Lembro-me bem do Jaime e do Burke, este
meu mais ferrenho adversário e que
sempre me vencia. O pai dele era diretor
da Fiat Lux e viajava muito à Itália, de
onde trouxe botões fantásticos. Um dia,
para minha surpresa, Burke me deu o time
de presente. Pena que não sei aonde nem
os botões nem os amigos foram parar.
Entrei para o Colégio Pedro II, em
regime semi-interno (só saía nos fins de
semana) e lá conheci muitos aficionados
pelo futebol de mesa. Um deles é o José
Medeiros (que coincidentemente, também
virou jornalisa e a quem vim reencontrar
há alguns anos (hoje trabalha na CBF).
Foi ele quem me ajudou a comprar uma
mesa, bem parecida com a da regra
paulista, com cavalete e tudo. Um colega
a colocou à venda e tivemos de
transportá-la carregando-a do bairro da
Penha até Olaria. Foi um esforço danado,
para descermos três andares com ela nas
costas, tivemos de parar várias vezes
nos cerca de 20 quarteirões, mas valeu a
pena. Nos fins de semana, em casa,
Medeiros era meu adversário mais
assíduo, assim como o Maurício, então
casado com minha tia Ana. A regra
continuava sendo o leva-leva, mas a bola
era redonda, de papel laminado, cortiça
ou de uma fruta (não consigo lembrar o
nome). Joguei botão também no Bairro do
Catete, quando visitava minha tia Sônia.
Bons tempos. Os botões e a mesa ficaram
para trás e, em 1968, vim para Belo
Horizonte fazer vestibular, e por aqui
fiquei. Durante muitos anos, os botões
ficaram esquecidos. Nos meados de 1970,
fui comprar um tênis na Savassi, e, por
aquelas coincidências que não consigo
explicar, uma kombi estava descarregando
material para a loja. Quando os
funcionários desceram o que eu imaginava
ser uma mesa de tênis de mesa (estava
toda envolta em papelão), resolvi
perguntar ao gerente o que era. Para
minha surpresa, ele disse que era uma
mesa de botão (da Brianezzi, regra
paulista). Pedi então que ele voltasse
com ela para a kombi e entregasse na
minha casa. Foi assim que voltei a
pensar em botões. Meus parceiros eram
meu irmão, Rubens, e alguns vizinhos,
mas jogávamos esporadicamente. A mesa
ficava mais encostada do que em uso.
Somente em 1981, conversando com o Paulo
Roberto, meu sócio no bar Chorare (que
deu nome ao meu time), ele me disse que
tinha um vizinho, o sr. Colombo, que
jogava botão com uma turma grande. Fomos
até a casa dele, no Bairro Santo
Antônio, conversamos muito, vimos alguns
times, a mesa, um placar eletrônico
(isso mesmo), mas nunca chegamos a
conhecer que regra eles usavam. O sr.
Colombo acabou nos vendendo alguns
times, todos de 6cm de diâmetro, que
foram usados por mim, pelo Paulo e pelo
Paulo Sérgio nos primeiros torneios do
Grêmio Mineiro. Mas como surgiu o clube?
A essa altura, eu já era jornalista e o
sr.Colombo me deu alguns recortes do
Jornal dos Sports, do Rio, que tinha uma
coluna semanal sobre futebol mesa,
assinada pelo João Paulo Mury, então
presidente da Confederação Brasileira.
Então, resolvi fazer uma matéria para o
Estado de Minas, jornal no qual o editor
de esportes, Daniel Gomes, era meu amigo
e vizinho, e no qual eu viria a
trabalhar, a partir de 1987, e no qual
estou até agora, sempre na Editoria de
Esportes. No dia em que a matéria foi
publicada, apareceram no bar o Josué de
Castro (que, coincidentemente, jogava na
casa do sr. Colombo e já conhecia a
regra dos 3 toques) e o Paulo Sérgio.
Fizemos uma mesa oficial da regra dos 3
toques, que se juntou à minha, da
paulista. Jogávamos aos sábados e
segundas-feiras no corredor do
Vice-Versa, meu outro bar em sociedade
com o Paulo Roberto. As mesas tinham de
ser desmontadas e montadas a cada
torneio. Apareceram então outros
botonistas, por indicação dos que já
jogavam ou por verem os jogos, como
Sérgio Burnier (levado pelo Josué),
Galba Novaes, Célio Braga, Wilson,
Frederico, Júnior (então com 10 anos e
que era vizinho do bar, na Rua da
Bahia). Logo em seguida, li matéria na
Revista Placar, falando de um campeonato
brasileiro de futebol de mesa. Mal
acreditei e resolvi ligar para Brasília,
para falar com o Sérgio Netto, que
estava organizando a competição. Fiquei
mais de duas horas tentando fazer com
que ele me explicasse a regra dos 3
toques pelo telefone... Resolvemos então
organizar um torneio em BH. Sérgio veio
de Brasília, ficou hospedado na minha
casa e foi o primeiro "estrangeiro" a
desafiar os futuros jogadores do
Grêmio.Detalhe: na decisão, o Josué
aplicou uma das suas famosas goleadas de
1 a 0 e venceu o Sérgio Netto,
levantando o troféu. Estávamos no fim de
1981 e, no início de 1982, o Grêmio
Mineiro foi fundado. Logo na semana
seguinte, eu o Sérgio Burnier fomos ao
Brasileiro, em Brasília, representando o
clube. E não fizemos feio: ganhamos o
troféu de "clube revelação", o primeiro
da coleção do clube. Bom, a apresentação
não foi breve, mas vamos em frente. É
difícil dizer qual foi a maior
satisfação que o futebol de mesa me
proporcionou, mas, certamente, entre
eles, foi o de ter feito muitos amigos
por todo o Brasil (os inimigos, ainda
bem, são em menor número) e de ter ganho
títulos importantes.
02. O que o levou a optar pelo
futebol de mesa como modalidade
esportiva, em detrimento de outro
esporte?
R: Sinceramente, não sei. Dizem
que todo botonista é um jogador de
futebol frustrado. Como sempre adorei
futebol e só pude praticá-lo nas
peladas, acho que essa pode ser uma
explicação. Outra é que, na minha
infância, no Rio, todos os meninos
jogavam botão.
03. O que representa o futebol de
mesa para você? Quanto tempo de sua
semana você dedica à prática do futebol
de mesa? Sua família apóia você?
R: O futebol de mesa é o meu
principal hobby. Não abro mão dele para
nada. Jogo só aos sábados, nos torneios
do Grêmio, ou nos torneios oficiais da
Confederação e Federação Mineira. Nunca
gostei de treinar e, agora, nem posso.
Minhas dores lombares não permitem e
prefiro me resguardar para os jogos
oficiais. Como sou solteiro, não tenho
problemas para jogar. Mas já tive muitas
brigas com namoradas por causa das
viagens e dos torneios e devo ter
perdido algumas. Mas nunca abri mão do
futebol de mesa
04. Qual o comportamento ideal do
botonista?
R: Pergunta difícil. Mas ele
deve ser, principalmente, honesto e leal
com o adversário, que não pode ser visto
como um inimigo. Ajudar na organização
das competições e, se possível, procurar
conhecer bem a regra, para quando
estiver apitando.
05. Os botonistas mais novos não
vivenciaram a época de ouro da Regra dos
3 toques. Fale-nos daquela saudosa época
e diga-nos se vê alguma chance de
voltarmos aos bons tempos.
R: Bem, o mundo vai evoluindo,
as coisas vão mudando e acho difícil que
se repita o que ocorreu nos anos
anteriores. A vida era menos corrida, as
pessoas tinham mais tempo para jogar e
participar de torneios fora de casa.
Mas, de uns tempos para cá, o movimento
dos 3 toques ganhou novo alento e, mesmo
com todos os problemas, acredito que tem
evoluído.
06. Quais são as maiores
qualidades e os defeitos da regra de
três toques?
R: A maior qualidade é que exige
criatividade, técnica, habilidade. O
defeito é a dificuldade que ela oferece
aos novos praticantes.
07. Quais os botonistas que, ao
longo de sua carreira, mais o
incentivaram?
R: Acredito que todos os que
iniciaram e participaram comigo da
grande caminhada do Grêmio Mineiro, hoje
com 26 anos (completa dia 5 de janeiro),
um clube que é um marco no movimento dos
3 toques e do qual muito me orgulho.
08. Quais mais o influenciaram e
impressionaram?
R: É difícil, se fizer uma lista
vou acabar deixando alguns de fora.
09. Quais mais o decepcionaram?
R: Alguns que não sabem se
portar como cavalheiros na mesa. Mas
foram poucos nesses muitos anos.
10. O futebol de mesa não se
resume apenas aos títulos e troféus
conquistados. Quais foram as suas
maiores alegrias na carreira? E as
maiores tristezas ou decepções?
R: Confesso que as alegrias
foram bem maiores que as decepções,
tanto que continuo jogando, sempre com
muito empenho e alegria.
11. Qual a sua partida que você
chamaria de inesquecível?
R: Jogando individualmente,
foram duas, por serem inéditas: as
finais do Brasileiro de 1983, no Caio
Martins, em Niterói, quando ganhei meu
único título de campeão vencendo o José
Ricardo Lages nos pênaltis, depois de 1
a 1 no tempo normal, outro 1 a 1 na
prorrogação e dois empates por 4 a 4 nas
disputas de penalidades. Finalmente,
consegui converter as cinco cobranças
(que eram batidas seguidamente) e o José
perdeu logo a sua primeira. A campanha
foi ótima: oito vitórias e cinco
empates. O título seria o primeiro da
história da confederação, mas depois
passou a ser o segundo, já que se passou
a considerar o título do Hélio Nogueira,
conquistado um ano antes); e o primeiro
Sênior (acima de 38 anos), em 1988,
derrotando o Márcio por 2 a 1, no Tupi,
em Juiz de Fora. Uma curiosidade: fiz um
gol, o primeiro, com o meu jogador
derrubando o goleiro do Márcio. Logo que
a partida terminou, ele me garantiu:
"Nunca mais levarei um gol como esse".
Foi então que ele criou o primeiro
goleiro com chumbo, hoje adotado por
grande parte dos botonistas.
12. Qual a sua pior partida,
aquela que você não gostaria de lembrar?
R: Tenho várias. Dois 7 a 0 para
o Lorival e o Vander, um 6 a 0 para o
João Paulo Mury e duas outras derrotas
pelo mesmo placar, para o Josué e o
Antônio Carlos Almeida.Houve outras, mas
essas foram as mais marcantes.
13. Descreva um fato pitoresco
acontecido no futebol de mesa, dentro ou
fora da mesa.
R: Depois do meu título
brasileiro, a Isto É publicou uma
matéria. Nesta época, eu trabalhava
apenas no Chorare. Então, recebi um
telefonema do J.D. Vital, meu amigo e
ex-colega da faculdade, que era assessor
do governador Tancredo Neves. Ele queria
meu endereço para que o governador me
mandasse um telegrama de contragulação
pelo título (que guardo com muito
orgulho). Ficamos conversando muito
tempo, e acabou surgindo um convite para
que eu trabalhasse na assessoria de
imprensa do Palácio. Como diz o Josué, o
trabalho atrapalha o futebol de mesa.
Mas, às vezes, o futebol de mesa ajuda a
se conseguir um emprego. Mas os botões
também trazem problemas. A maior surra
(e uma das únicas) que meu pai me deu
foi justamente por causa deles. Eu devia
ter por volta de 10 anos, estava
dormindo e fui literalmente acordado
pelo cintadas que levava. É que meu pai
estava se preparando para ir a um baile
e, quando pegou o terno de linho
azul-marinho S120, o máximo na época,
ele estava sem um botão na frente do
paletó. Pior: eu havia cortado o botão e
também o tecido, o que não permitia que
ele fosse costurado de novo. Meu pai só
não entendeu uma coisa: o botão havia se
transformado no Almir Pernambuquinho, o
craque do time do Vasco na época (eu
tinha mais de 50 times). Só parei de
apanhar a pedido da minha avó. De
outros, há muitos casos engraçados. O
que ouvi e me chamou mais a atenção
teria sido num jogo em Manaus, entre o
Zé Carlos e o Charleaux, de Santos, que,
acidentalmente, quebrou, com o cotovelo,
um jogador do Zé. Que não titubeou e,
imediatamente, pediu ao árbitro que
desse um minuto de silêncio, "pela morte
do meu botão". Que foi devidamente
enterrado depois. O Zé, que hoje mora no
Rio, que confirme essa história. Há
também a de um dos filhos do Mury, que,
no carro do Brasil, quando eles voltavam
de uma rodada, disse ao pai que estava
inventando uma bola para o futebol de
mesa "com bico", para ser enchida. Se é
verdade, não sei.
14. Qual seria sua mensagem para
um jogador que queira se transformar num
vitorioso, assim como você?
R: Primeiro, gostar do que está
fazendo; depois, se aprimorar vendo os
melhores em ação e, se possível, treinar
muito, além de conhecer bem a regra.
15: Na sua opinião, qual o tipo de
time ideal, bainha, altura, diâmetro etc?
R: Ainda não cheguei a nenhuma
conclusão. Comecei com um time alto;
passei para um furado, da regra
paulista; depois, com um time do Márcio,
leve e baixo (com o qual voltei a jogar
agora); com times do Ivan Ribeiro, altos
e pesados. Com todos, ganhei e perdi.
Então, acho que depende de cada um. Só
não gosto de times com botões de
diâmetros diferentes, prefiro todos com
6cm.
16. Existe uma conscientização
generalizada em favor do "fair-play" nas
competições esportivas. Apesar dos
"quilômetros rodados", o que tira você
do sério numa competição de futebol de
mesa?
R: Já me aborreci com erros de
adversários e de árbitros - como eles
podem ter sentido o mesmo comigo -, mas
hoje procuro apenas me divertir e leva
tudo na esportiva.
17. Atualmente você ocupa cargo de
direção em algum clube, associação,
federação ou confederação?
R: Não. Fui presidente do Grêmio
e da Federação Mineira, mas hoje prefiro
que outros estejam no comando. Já dei
minha parte de colaboração, inclusive
participando da comissão de regra
(infelizmente esquecida) da
Confederação. No máximo, hoje, dou
"pitacos" quando sou solicitado.
18. Na sua opinião, qual o maior
problema enfrentado pela CBFM 3 toques
no momento?
R: A falta de gente para
realmente trabalhar. Uma diretoria não
pode se resumir a uma ou duas pessoas.
19. Que sugestões você daria para
que o nosso movimento volte a crescer?
R: Investir nos colégios e nos
clubes sociais. É o único caminho.
20. Um sonho que você ainda não
realizou no futebol de mesa?
R: É o de ver o movimento de 3
toques se organizar melhor e crescer.
21. É comum em nossas conversas
surgirem listas dos cinco mais, os "TOP
FIVE". Na sua opinião, quais são os
cinco melhores técnicos da nossa regra?
Quais os cinco melhores dirigentes do
futebol de mesa com que você já
trabalhou? Quais os cinco melhores
botonistas com quem já teve oportunidade
de atuar em equipe? Quais os cinco
melhores árbitros do futebol de mesa?
R: Como a regra mudou muito desde que
comecei, fica difícil comparar. Mas
entre os melhores, estão Lorival
Ribeiro, Vander Felipe, Bruno de Castro,
José Ricardo Almeida e Ronald Nucci. Há
muitos outros, mas como são só cinco...
Como dirigentes, o maior de todos, o
responsável por tudo isso que existe,
chama-se João Paulo Mury. Foi ele quem
realmente fez a regra se desenvolver e
chegar ao apogeu, além de ser um grande
jogador. Portanto, completo. Pena que,
por problemas particulares, resolveu se
retirar. Se pudesse fazer um pedido,
seria: "Volte, Mury". O movimento deve
muito a ele. Minha sugestão é de que a
CBFM crie o troféu João Paulo Mury, que
seria transitório, para o Brasileiro de
Clubes. Ele iria passando de campeão
para campeão e teria placas com os nomes
dos clubes vencedores. Acredito que
seria uma bela homenagem. Outros que
também batalharam bastante foram José
Ricardo Almeida, Orlando Campos Júnior,
Sérgio Netto, José Pires, Paulo Sérgio,
Álvaro Sampaio, Sérgio Motta, José Luís,
Carlos Augusto Bittar (Guto), Thiago
Stephan, José Henrique Winter... Bom, já
ultrapassei a barreira dos cinco e devo
ter esquecido alguns. Como parceiros:
simplesmente todos com quem joguei pelo
Grêmio, a começar pelo Sérgio Burnier, o
primeiro, até os atuais. Para não deixar
de citar nomes, Lorival, Vander,
Gustavo, Paulo Sérgio, Thiago Palhares,
Josué (em vários Brasileiros e
Mineiros), Terô (numa inesquecível Copa
do Brasil). Curiosamente, acho que nunca
joguei com meu irmão, Rubens. Como
árbitros: José Pires, José Ricardo e
Antônio Carlos Almeida, Rubens Abuliack,
Marcus Motta. Mas a lista dos ruins é
bem maior. Não tem a pergunta, mas os
melhores artesãos do futebol de mesa
(sem eles ainda estaríamos jogando com
botões da Estrela e de galalite) são
Márcio Lopes (Minas), Roberto e Lorival
(São Paulo), Ivan Ribeiro (Rio Grande do
Sul), o falecido Aurélio (Bahia),
Reynaldo e Juarez (Rio de Janeiro).
22. Com raríssimas exceções, são
poucos os clubes que têm uma história
para contar. O Grêmio Mineiro é um
deles. Qual a receita para criar e
manter um gigante como o Grêmio firme e
forte?
R: O Grêmio já passou por muitos
problemas, trocou de sede mais de dez
vezes, perdeu muitos técnicos, mas como
o pessoal gosta do que faz, nunca deixou
o clube desaparecer. Cabe aos atuais
dirigentes manter a chama acesa, sempre
procurando melhorar.
23. Finalizando, deixe o seu
recado ou impressões sobre o tema que
preferir.
R: Bem, para quem teve paciência
de ler até aqui, foi um prazer reviver
todos esses anos de futebol de mesa. E a
impressão é de que valeu a pena.